O que você irá aprender

Características fundamentais das argamassas cimentícias visando à sua durabilidade e prevenção de problemas patológicos, detalhes de projeto visando à otimização do seu desempenho, cuidados essenciais na preparação de bases e execução dos revestimentos, métodos de inspeção e diagnóstico de patologias, processos usuais de recuperação.

Como irá se beneficiar

Adquirindo maiores conhecimentos sobre o projeto, execução e controle da qualidade dos revestimentos em argamassa.

Público-alvo

Engenheiros, arquitetos, tecnólogos, técnicos em edificações, mestres de obra e outros profissionais atuantes na área de construção civil.

Duração

14 horas

Modalidade

Online ao vivo

AULA 1 
Tecnologia de argamassas inorgânicas para revestimento: Abordagem geral
Abordagem geral quanto aos requisitos essenciais para as argamassas inorgânicas destinadas ao assentamento e revestimento de paredes e tetos: trabalhabilidade, retenção de água, resistência de aderência à tração (ao substrato e superficial), módulo dinâmico de deformação, variação dimensional (retração), equilíbrio higroscópico (absorção de água por capilaridade e propriedades de transmissão de vapor de água), tração na flexão, módulo de elasticidade dinâmico, condição superficial para aplicação do acabamento final. Referência:

a) ABNT NBR 13281-1: 2023 – Argamassas inorgânicas — Requisitos e métodos de ensaios Parte 1: Argamassas para revestimento de paredes e tetos;
b) ABNT NBR 13281-2: 2023 –Argamassas inorgânicas — Requisitos e métodos de ensaios Parte 2: Argamassas para assentamento e argamassas para fixação de alvenaria

Requisitos essenciais para as argamassas decorativas (monocamada e multicamadas), retenção de água, teor de ar incorporado, tempo de uso, variação dimensional (retração), resistência de aderência à tração (ao substrato), módulo dinâmico de deformação, equilíbrio higroscópico (absorção de água por capilaridade e propriedades de transmissão de vapor de água, requisitos estéticos (tolerâncias de variação da cor), critérios para aceitação do revestimento, técnicas de reparos, procedimentos básicos de manutenção. Referência:
ABNT NBR 16648: 2018: Argamassas inorgânicas decorativas para revestimento de edificações – Requisitos e métodos de ensaios

Argamassa inorgânica estabilizada: cenário atual, ensaios de controle de recebimento e uso.

AULA 2
Projeto de revestimento de fachadas (PRF) com argamassa inorgânica
Importância do projeto de revestimento (PRF) para a obtenção da vida útil do revestimento, redução de custos de manutenção, adequação do revestimento às condições de exposição da edificação
Especificações de projeto: classes de argamassas industrializadas, argamassas reforçadas com fibras, silos de argamassa industrializada e equipamentos de transporte pneumático, traços de argamassas preparadas na obra, métodos de preparação dos substratos (base), equipamentos de mistura / preparo das argamassas, equipamentos de projeção, especificação de materiais para argamassas preparadas na obra.
Detalhes construtivos que devem constar no projeto: espessuras das camadas, juntas de controle, reforços com telas metálicas ou fibra de vidro, reforços de quinas, rugosidade do emboço para posterior recebimento de pinturas, argamassas decorativas, placas cerâmicas e outros, proteção contra umidade de peitoris de janelas, topo de muros e platibandas, IRA dos elementos de alvenaria.
Revestimento de argamassa inorgânica para fins de revestimento cerâmico
Revestimento de argamassa inorgânica para fins de textura e pintura látex.

AULA 3
Execução do sistema de revestimento de argamassa inorgânica
Cuidados gerais na execução do sistema revestimento:

a) Chapisco: equipamentos e métodos de preparação dos substratos (base), aplicação, cura do chapisco (técnicas utilizadas);
b) Emboço: técnicas de avaliação do chapisco, procedimentos para definição da espessura, passo a passo na aplicação (ordem de execução, posicionamento de balancins, juntas), cura do emboço (técnicas empregadas);
c) Argamassas inorgânicas estabilizadas (forma de recebimento, tempo de uso, etc.).
d) Argamassa técnica decorativa (ATD): técnicas de preparo da base, aplicação da ATD; ordem de execução, posicionamento de balancins, juntas), cura do emboço (técnicas empregadas);
Técnicas de controle para fins de bombeamento em grandes alturas para evitar segregação.

Controle da qualidade dos materiais.
Controle da qualidade do revestimento (espessura, prumo, etc.).
Ensaios de aceitação do revestimento: Como corrigir revestimento não conforme.
Fissuração na entrega do revestimento: quais os procedimentos para recuperação?

AULA 4
A) Manifestações patológicas dos revestimentos argamassados (internos e de fachadas)
Técnicas atuais para inspeção:

a) Visual e com uso de câmeras fotográficas convencionais.
b) Uso de câmeras termográficas acopladas a Drones.
c) Mapeamento por percussão e registro das anomalias por meio de alpinistas industriais.

Manifestações patológicas típicas dos revestimentos de argamassas inorgânicas: Fissuras por retração e movimentações higrotérmicas, problemas de coesão superficial, desagregações, descolamentos (som cavo), eflorescências, expansões pela presença de materiais silto-argilosos, contaminações com spray marítimo, problemas no chapisco, etc.

Principais manifestações patológicas relacionadas a execução: ausência ou insuficiência de juntas de controle, preparação deficiente do substrato (base), falhas de dosagem, movimentações térmicas e higroscópicas, concentração de tensões em quinas e cantos de janelas ou portas etc.

Ensaios de avaliação da condição do revestimento:

a) Determinação da resistência de aderência à tração ao substrato
b) Determinação da resistência de aderência à tração superficial
c) Reconstituição de traço (quando aplicável) para fins de verificação do proporcionamento da argamassa inorgânica, tipo de cimento Portland empregado, condições de hidratação dos compostos cimentícios;
Manifestações patológicas em revestimento de argamassa técnica decorativa (monocamadas e multicamadas – ATD): descolamentos, variações de tonalidade, manchas, proliferação de fungos entre outros.

B) Procedimentos básicos para recuperação do revestimento
Procedimentos básicos para recuperação do revestimento de argamassa de fachadas:

a) Remoção das regiões comprometidas por descolamento (som cavo);
b) Técnicas para recuperação das regiões de som cavo (preparo da base, definição do traço da argamassa,
c) Ensaios de aceitação do revestimento recuperado;
d) Recuperação de fissuras localizadas após desconsideradas eventuais questões estruturais;
e) Introdução de juntas de controle,
f) Introdução de cobre-muros e peitoris com pingadeiras,
g) Definição de parâmetros de aceitação da condição superficial do revestimento recuperado para fins de reestabelecimento do revestimento original.
Importância do apoio laboratorial especializado nas diversas etapas da produção de revestimentos de argamassas inorgânicas, bem como para auxiliar no diagnóstico de manifestações patológicas de revestimentos argamassados.

  • Prof. Dr. Angelo Just da Costa e Silva
    Prof. Dr. Angelo Just da Costa e Silva
    Engenheiro Civil formado pela UFPE (1996), Mestre (2001) e Doutor (2008) em Engenharia de Construção Civil pela EPUSP; Professor da Universidade de Pernambuco e Universidade Católica de Pernambuco; Coordenador Nacional do GT Argamassa da ANTAC (Associação Nacional do Ambiente Construído); Diretor Técnico da Tecomat Engenharia Ltda.
  • Prof. Esp. Renato Vitti
    Prof. Esp. Renato Vitti
    Arquiteto e Urbanista, com Pós-Graduação em Gerenciamento de Projetos com Ênfase em Lean Manufacturing, Especialização em Innovation and Commercialization, Mestrando na Unicamp, Consultor Especialista em Argamassas Desenvolvimento Técnico do Mercado na empresa Votorantim Cimentos.
  • Prof. MSc. Alexandre Cordeiro dos Santos
    Prof. MSc. Alexandre Cordeiro dos Santos
    Eng. Civil com mestrado em Habitação: Planejamento e Tecnologia, pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). É Pesquisador do Laboratório de Materiais para Produtos de Construção do IPT, onde atua em projetos de pesquisa e serviços tecnológicos, como ensaios de caracterização e desempenho de materiais de sistemas de revestimentos aderidos; diagnóstico de manifestações patológicas em edificações, patrimônio histórico edificado, hospitais e indústrias; simulações higrotérmicas (transporte de umidade em materiais) e impressão 3D na construção civil.
  • Prof. MSc. Carlos Eduardo Carbone
    Prof. MSc. Carlos Eduardo Carbone
    Engenheiro Civil formado pela Universidade Mackenzie (São Paulo), Mestre em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da USP (EPUSP) e Doutorando em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da USP (EPUSP). Sócio-diretor da Artspray Argamassas. Presidente da ABAI – Associação Brasileira de Argamassas Industrializadas. Participa em diversos CE da ABNT na elaboração e/ou atualização de textos normativos.
  • Prof. MSc. Osmar Hamilton Becere
    Prof. MSc. Osmar Hamilton Becere
    Tecnólogo em Construção Civil pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (1998). Mestrado em Habitação: Planejamento e Tecnologia, pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (2007). Atualmente é Pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). Tem experiência na área de Engenharia Civil, com ênfase em Construção Civil, atuando principalmente nos seguintes temas: desempenho de materiais de construção civil, desempenho higrotérmico, simulação computacional, inspeção de manifestações patológicas de revestimentos de fachadas.
  • Prof. MSc. Renato Sahade
    Prof. MSc. Renato Sahade
    Eng.º Civil pela Universidade Paulista (UNIP) em 1993. Pós graduação em materiais de construção pela Escola Politécnica da USP (1996). Mestre em Tecnologia de Construção de Edifícios pelo IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (2005). Doutorando em Engenharia de Materiais e Nanotecnologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM, 2022 a 2024). Consultor há 29 anos em Patologia de Concreto e Revestimentos.

O que está incluso
– Material didático de apoio, digital em PDF (disponibilizado por e-mail aos participantes em até 24 horas da data de início do curso).
– Certificado de Participação digital – Para cada inscrição, será emitido um único Certificado de Participação digital, que será entregue no prazo de até 15 dias após a conclusão do curso. (Favor atentar a correta grafia do seu nome no ato da inscrição online).

Informações gerais
O programa tem duração de 14 horas, distribuídas em 4 dias, em períodos de 3,5 horas cada.

O evento será realizado à distância e transmitido ao vivo pela internet.

Caso não consiga participar integralmente do evento ao vivo, será possível acessar à gravação, em nossa plataforma, durante todo o período de realização do curso, + 1 semana.

O link de acesso à sala de aula virtual será enviado por e-mail até 1 hora antes da transmissão oficial.

O conteúdo será exibido ao vivo em apresentação única.

Você poderá participar a partir de qualquer computador conectado à rede e poderá interagir em tempo real, através do chat.

Gravação e compartilhamento do conteúdo

Fica terminantemente proibido, sob pena da Lei, a gravação e o compartilhamento das aulas, em vídeo, áudio ou fotografia, no todo ou em partes, por qualquer meio, salvo quando houver prévia e expressa autorização dos organizadores.

Observações
Na hipótese de quórum insuficiente, impossibilidade de comparecimento do professor, imprevistos ou motivos de força maior, a AEA Educação Continuada se reserva ao direito de cancelar ou reagendar o curso programado visando preservar o melhor interesse de todos;

Em caso de cancelamento, a AEA Educação Continuada avisará a todos os inscritos (através de e-mail), e devolverá integralmente os valores pagos pela inscrição;

O inscrito poderá solicitar o cancelamento da sua inscrição, via e-mail, até 10 (dez) dias antes do início do curso. Neste caso, os valores pagos serão devolvidos;

Em todos os casos, recomendamos a leitura atenta, e integral, do Contrato de Adesão aceito no ato da efetivação da inscrição online.